Sentir falta de algo que nunca foi teu,
É como correr atrás do vento.
Só que o vento anda por aí, a dançar na chuva
E os homens choram no quarto, onde as paredes protegem as almas penosas.
Que doce sentimento, cheio de falso sentir,
Que falsa esperança, entediando a minha doce rotina
De quem passou de mulher a menina
Nas raízes de um pé descalço.
E eu explico-te, devoro-te, porque é meu dever
Correr contra uma parede e sofrer no batimento,
Mas deixar-te sereno, tão meu, que chorar é sorrir,
Neste mundo cão, de falso sentir.
***
Ana Silvestre
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