novembro 26, 2013
dez a bafo
És um menino que chora, mas que finge ser feliz. Um terror que é suave, mas que dói ao passar. Uma loucura que chama à insanidade de Ele. Um à vontade que desconfio, mas confio porque estás à vontade. Um maremoto num copo de água, um tornado dentro do quarto, um sorriso triste, mas um belo sorriso. És aquilo que costumamos chamar de corpo e meio, ou meio corpo, és um corpo que é meu, e que me deixa na lama, na dura amargura de uma poesia inacabada. És o transcendente depois do toque ardente, por entre olhos fingidores e uma dança descontente, transfigurada num corpo que mente: o teu. Cuidado, que és meu. E se não o quiseres, tanto faz... Deixa que eu te empurre e que te derrube, que te mate e ressuscite, porque a vida é um trambolhão de nadas esbarrados no chão. Pára de te preocupar, és o meu menino-homem, que nem é uma coisa nem outra, porque és um tudo dentro de um nada que é a minha vida. És o doce aroma de um amanhecer, após um calor podre de uma madrugada de alcool. Triste sina a minha que bebo, para estar perto de ti, sossegada pela tua ausência presente que me fascina. Não vou chorar, nem condenar-te: és o fruto proibido que me atrevi a provar - culpa minha, que sou tonta e infeliz, procurando em ti algo que me pudesse suscitar esperança para beber de novo. Todos os dias. Num começo sem início sem fim, um rodopio de ideias insanas e condescendentes.
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