setembro 23, 2013

Do meu ser.

Que fácil que é - ser-se um pouco de tudo dentro de nada
Dançar ao sabor do vento na doce aragem da madrugada
É um querer indefinido que trás à memória tempos
Que as nossas lutas eram brigas de cérebros lentos
Que imaginavam, que bom que seria termos um pedaço de céu
Se ele fosse construído por buracos do dificil encarar do que é ser eu.

Loucos, dificeis, sabores amargos de vontades contidas
Assim são os meus dias, balas contra as lutas perdidas
Que eu encaro, amargurado, à espera de um sol saturado
Que me queime a alma corrupta,
E diga à freira que à noite é puta
Dentro de trincheiras cobertas que me tapam o que está do outro lado
Que me cegou a vista e transformou o meu frágil sorriso em pecado


Para se indignar, confrontar com o incorreto
Que a vida é para acertar no errado e não no certo
E aquele que, dentro da burrice de achar-se esperto
Pediu-me para escalar a subida do meu ser, e conhecer
Para ter, e nunca se arrepender
Da dor de se ler, entre linhas já apagadas, o que é dar-te um pedaço de mim.

***
Ana Silvestre

Sem comentários:

Enviar um comentário