Conheci uma mulher, Lu, que me fez tão perverso
Que, ao reparar nas curvas profundas do seu corpo
Satisfazia vontades inertes que me matavam,
E eu já estava morto.
Aquela sede, veneno ardente que mente,
Manipulava o meu querer, minha Lu
Mas se, mergulhar dentro do teu mundo
Quem sou eu, doce pecado mortal, se não tu?
E eu já estava morto.
Que pecados? Quem está livre deles
Que, me apontem dedos, mas que chorem comigo
Do corpo-máquina que matou a sua alma, oh Lu
Eles criticam mas eles não sabem nada,
Porque eu já estava morto.
Ana Silvestre

Sem comentários:
Enviar um comentário